17 de maio de 2022 - 00:32

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Procon pede explicações da Zara após caso de racismo em loja

O Procon de São Paulo pediu por meio de nota que Zara do Brasil providencie explicações sobre o caso “Zara zerou”, que foi divulgado na semana passada. Segundo informações da Polícia Civil do Ceará, a loja Zara do shopping Iguatemi de Fortaleza usava os auto falantes para avisar os funcionários sempre que chegava algum cliente negro ou com roupas simples no recinto, o que é considerado racismo pela polícia. A empresa nega as acusações.

O Procon vai solicitar informações sobre a política de treinamento que a Zara aplica aos funcionários e sobre as medidas de conscientização, prevenção, programas de diversidade, inclusão e combate a racismo e discriminação de gênero.

Também serão pedidas informações sobre segurança e vigilância que a Zara pratica na rede de lojas.
Segundo o Procon-SP, que deu prazo até quarta-feira (27) para a resposta, a varejista também deverá informar quais providências tomou em relação aos trabalhadores envolvidos no caso, além da assistência oferecida à cliente.

A polícia chegou ao sistema ao investigar o caso da delegada Ana Paula Barroso, que foi expulsa da loja da Zara na noite de 14 de setembro.

Procurada pela reportagem, a Zara afirma que não tolera qualquer tipo de discriminação e que tem a diversidade e o respeito como valores de sua cultura corporativa.

“A Zara Brasil nega a existência de um suposto ‘código interno’ para discriminar clientes. A Zara rechaça qualquer forma de racismo, que deve ser tratado com a máxima seriedade em todos os âmbitos”, diz a empresa em nota.

 

Por: Joana Cunha, da Folhapress

 

 

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