20 de outubro de 2021 - 22:09

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Se vulcão ‘explodir’, litoral brasileiro pode ser atingido em 9 horas por tsunami

Depois de autoridades espanholas terem sinalizado preocupação com um risco de erupção do vulcão Cumbre Vieja, localizado na Ilha de Palma, próximo da África, muitos brasileiros foram às redes sociais para questionar se o fenômeno pode representar um risco ao litoral brasileiro. E apesar desse risco realmente existir, os especialistas afirmam que as chances de isso ocorrer são baixas e uma eventual ocorrência pode vir a demorar anos para acontecer. As informações são do portal UOL.

Para explicar melhor, primeiro é necessário destacar que o alerta amarelo emitido representa o número 2 em uma escala que vai até 4, ou seja, é um alerta que está na metade inferior na tabela de representatividade de um perigo. Tal sinalização pode permanecer desta forma por muitos anos sem que qualquer tipo de erupção ocorra.

Em segundo lugar, é necessário deixar claro que a costa brasileira só viria a ser atingida por um tsunami caso a erupção do vulcão Cumbre Vieja fosse explosiva, algo com poucas chances de ocorrer. A chance de isso ocorrer foi levantada em 2001 por uma dupla de pesquisadores do Instituto de Geofísica da University of Califórnia (EUA) e do Departamento de Ciências Geológicas da University College, de Londres (Inglaterra).

Em uma simulação efetuada pelos especialistas, no caso de uma erupção explosiva, as Ilhas Canárias seriam atingidas por ondas de 50 a 100 metros de altura em até 60 minutos após o fenômeno. Já o Brasil seria vítima do tsunami até 9 horas após a explosão, com ondas de até 10 metros de altura chegando ao litoral de Estados do norte e do nordeste.

Em entrevista ao UOL, entretanto, o pesquisador do Instituto de Ciências do Mar, da UFC (Universidade Federal do Ceará), Carlos Teixeira, afirmou que a população não deve se alarmar, uma vez que a erupção não é algo que vai ocorrer de uma hora para a outra e, mesmo que o fenômeno ocorra, não é certo que um tsunami seria formado.

“Ele pode ficar em nível de alerta por diversos anos. Não é tipo ‘entrou no dois, amanhã entra no três e depois entra no quatro’. Não! Ele pode ficar para o resto da vida nesse dois e não ter uma erupção”.

 

Diário do Ribeira/Gazeta SP

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