20 de outubro de 2021 - 22:13

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Seleção olímpica ‘deita’ no 1º tempo, Richarlison dá show e Brasil mete 4 a 2 na Alemanha

Foi fácil, foi simples e foi inspirador, mas não sem um leve susto. Se os mais pessimistas esperavam um Brasil e Alemanha com grande vantagem europeia e uma vingança após a derrota na final das Olímpiadas do Rio em 2016, os mais otimistas chegaram a cogitar que na verdade seria a seleção canarinha que vingaria o tenebroso 7 a 1 aplicado também em terras tupiniquins, mas na Copa do Mundo de 2014. Com um futebol de encher os olhos durante a primeira etapa e ótima atuação de Richarlison, o Brasil estreou bem em Tóquio e venceu a Alemanha por 4 a 2 em grande jogo produzido por grandes promessas.

Se o histórico recente da Seleção Brasileira é famoso por ser de uma equipe que sofre durante os minutos iniciais das partidas até se encontrar, o histórico da seleção olímpica já vem se desenhando como o completo oposto. E não há exemplo melhor que os primeiros cinco minutos da primeira partida do grupo D.

Com 4 minutos de jogo, Matheus Cunha recebeu de Richarlison pelo meio de campo, disparou, e quase abriu o placar com uma poderosa canhota que parou no goleiro Muller. Claramente assustada, a seleção alemã não soube lidar com o início estrondoso do Brasil e 1 minuto depois, Antony tocou para o pombo mais famoso da cidade de Liverpool e o artilheiro brasileiro mandou uma pancada em cima de Muller, que espalmou. No rebote, o próprio Richarlison meteu um voleio de direita e estufou as redes: 1 a 0 Brasil.

Se a torcida alemã achava que o time acordaria após tomar um gol, então achou errado. Em clara ‘pane’, a defesa não conseguia lidar com Antony, Paulinho e Matheus Cunha invadindo a área. Após 15 minutos martelando a zaga alemã, o Brasil chegou ao segundo gol, de novo com Richarlison. Bruno Guimarães achou Guilherme Arana passando pela esquerda do ataque e o lateral revelado pelo Corinthians cruzou na área para Richarlison testar para o fundo da rede.

O terceiro gol também não demorou. Aos 29 minutos, ainda do primeiro tempo, Matheus Cunha avançou pelo meio e tocou para Richarlison que vinha pela esquerda. O camisa 10 bateu cruzado e obrigou Müller a ir buscar a bola no fundo das redes mais uma vez. Hat-Trick. A ‘conta’ da Alemanha só não ficou mais salgada porque Matheus Cunha ainda desperdiçou um pênalti ao fim do primeiro tempo.

 

HOJE NÃO?
Se o primeiro tempo foi totalmente brasileiro, o segundo também foi, mas com eficiência estupidamente menor. Com uma defesa mais sólida, a Alemanha conseguiu voltar segurando o avanço brasileiro, que ficou sem Richarlison, substituído devido ao cansaço.

Aos 11 minutos, Amiri chutou de fora da área e o goleiro Santos falhou, era o primeiro gol dos alemães. Seis minutos depois disso, o capitão Arnold foi expulso por falta em Daniel Alves e o Brasil voltou a martelar a defesa adversária, mas sem conseguir furar o bloqueio. Quando a partida aparentava estar decidida, Ache subiu mais alto que toda a zaga brasileira após cruzamento e testou firme para o fundo da rede: 3 a 2 para o Brasil.

Mas apesar da torcida brasileira ter começado a roer as unhas, o time não se abalou e seguiu agredindo os europeus, especialmente pelas pontas. Os últimos dez minutos de partida foram marcados por inúmeras chances desperdiçadas por um ataque claramente nervoso na hora de finalizar. Mas tanta água, cedo, ou tarde, haveria de perfurar o muro alemão, e Paulinho conseguiu fechar o placar em 4 a 2 com um belo chute no ângulo esquerdo de Muller, que nada pôde fazer para impedir o gol.

Com a vitória, o Brasil larga na frente e assume a liderança do grupo D, que ainda tem Costa do Marfim e Arábia Saudita. O próximo compromisso da seleção canarinha será no domingo (25), às 5h30, contra os africanos.

 

Diário do Ribeira/Gazeta SP

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

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