18 de junho de 2021 - 05:43

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Ilha Comprida: Homem acusado de explorar e maltratar idosa de 75 anos, é preso após desrespeitar medida protetiva

Na manhã desta sexta-feira (28), policiais da Delegacia de Polícia de Ilha Comprida prenderam um homem de 45 anos, no Balneário Porto Velho, após constatarem um descumprimento de medida protetiva em relação à sua vítima, uma mulher de 75 anos.

A equipe se dirigiu até a residência da vítima idosa e, já ciente da existência da medida protetiva, se depararam com o sujeito vivendo no mesmo local.

Ele é investigado pela prática de crimes de maus tratos e exploração econômica contra a vítima.

O sujeito foi preso em flagrante e encaminhado para Registro, após a Justiça determinar sua prisão preventiva.

Entenda o caso:

Conforme informações da Delegacia de Ilha Comprida, houve uma série de denúncias anônimas informando sobre as condições precárias em que a idosa era submetida.

Em vistoria ao local, foi possível corroborar as informações, uma vez que os agentes puderam observar que a mulher vivia debilitada, em uma casa extremamente bagunçada, com seu companheiro. Indagada, ela negou qualquer tipo de maus tratos, com o inquérito sendo arquivado.

Porém, as denúncias não cessaram, e ainda foi mencionado que o suspeito teria vendido sua casa contra a vontade da vítima. A partir deste novo contexto, o delegado decidiu abrir um novo inquérito e o indivíduo recebeu uma intimação a qual foi ignorada. Foi justamente neste momento em que uma nova medida protetiva foi expedida pela Justiça.

No início da semana passada, a assistência social do município, que está acompanhando a idosa, solicitou apoio da polícia, após não conseguir acesso à mulher para atendê-la. Ela ainda informou que a mulher não tem discernimento para tomar decisões. Caso a incapacidade seja confirmada, serão tomadas novas medidas para proteger a vítima.

Já na sexta-feira (28), os policiais se dirigiram à residência da suposta vítima e constataram que o suspeito continuava morando no local, mesmo após a medida protetiva estabelecer que ele não poderia se aproximar dela.

Conforme explica a Polícia Civil, descumprir uma decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência é crime previsto na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), com pena de detenção de três meses a dois anos.

 

Diário do Ribeira

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