23 de abril de 2024 - 04:47

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Projeto Boto-Cinza abre seleção para o Programa Jovem Pesquisador

Durante 10 meses, os estudantes acompanharão as atividades dos pesquisadores em diferentes áreas do projeto, de biologia à comunicação. O Projeto Boto-cinza, uma realização do Instituto de Pesquisas Cananéia – IPeC e patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental, abriu as inscrições para o Programa Jovem Pesquisador 2024 para estudantes do Ensino Médio, do 1º ao 3º ano. São seis vagas, com bolsa auxílio de dez meses.

Os interessados podem se inscrever até o dia 1º de março. O programa tem como objetivo aproximar os jovens da pesquisa científica e de outras áreas do conhecimento como oceanografia, designer, geografia, artes cênicas e comunicação, apresentando alternativas de carreira e fortalecendo a valorização dos patrimônios natural e cultural do município.

Para se inscrever, os jovens interessados devem preencher a ficha de inscrição que está disponível nas secretarias das escolas estaduais Profª Yolanda Araújo Silva Paiva e Profª Dinorah Silva dos Santos. O período de inscrição vai até o dia 1º de março.

A divulgação dos selecionados será feita por ligação para os responsáveis dos alunos, pelo número de telefone informado no momento da inscrição, a partir do dia 11 do mesmo mês. As atividades iniciam em abril e encerram em dezembro. As bolsas-auxílio, no valor de R$ 340,00 serão ofertadas no mesmo período aos jovens selecionados.

O programa acontece nas terças e quintas-feiras no contraturno do período escolar.

O Programa Jovem Pesquisador – O programa integra a estratégia de atuação em Educação Ambiental do Projeto Boto-Cinza, que atua em Cananéia há mais de 40 anos, buscando o conhecimento e a conservação do boto-cinza (Sotalia guianensis), espécie ameaçada de extinção.

De acordo com Caio Noritake, coordenador do Projeto Boto-cinza, as atividades propostas durante os encontros têm como objetivo trazer um novo olhar para as riquezas naturais do município, de forma que possam ser vistas como potenciais geradoras de renda para esses jovens no futuro.

“Cananéia possui uma grande riqueza cultura, histórica e natural. Hoje, boa parte desses patrimônios fazem dela um destino de natureza que atrai turistas de todo o Brasil e de outros países também. Esse movimento contribui para economia local. Por outro lado, municípios com contextos parecidos, veem seus potenciais subaproveitados e sua cultura desaparecendo por conta do êxodo dos jovens. Com as nossas iniciativas, queremos mostrar aos estudantes que há sim um futuro próspero e sustentável aqui, proveniente dessas riquezas”, explica o coordenador.

Noritake complementa que “o programa ganha força com a atuação dentro do Projeto Boto-Cinza ao aproximar jovens caiçaras a realidade dos pesquisadores. Por meio de capacitações, oficinas e tutorias, os jovens acompanham as atividades do projeto, se tornando multiplicadores das ações dentro das salas de aulas, com os familiares e a comunidade local”.

Além da pesquisa científica com o boto-cinza (Sotalia guianensis), os estudantes também têm contato com outras temáticas que envolvem a cultura local e a conservação dos ambientes naturais, como o manguezal, o estuário e a floresta da Mata Atlântica. “Portanto, ao mesmo tempo em que o programa visa a formação de líderes, integrados com o ambiente em que vivem e munidos de experiência e conhecimento, também contribuirá para se tornem conscientes da necessidade de buscar um modo de vida menos impactante e pautada na reaproximação com a natureza que os cercam na região de Cananéia”, finaliza o coordenador.

Sobre o Projeto Boto-cinza

O Projeto Boto-Cinza é uma iniciativa do IPeC que visa o conhecimento e a conservação desta espécie, bem como do seu habitat. As atividades tiveram início na década de 80 na região de Cananéia, litoral sul do Estado de São Paulo.

Ao longo deste período foram desenvolvidos inúmeros trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado com o apoio do Instituto de Pesquisas Cananéia e parcerias com diferentes instituições de ensino e pesquisa do Brasil e do exterior. Além da pesquisa científica, a equipe do projeto promove atividades de educação, conscientização ambiental e valorização da cultura local, o que confirma seu papel como importante colaboradora na busca de soluções para os problemas socioambientais da região. O projeto participa de redes gestoras das áreas ambiental, turística e cultural e os resultados dos estudos desenvolvidos são disponibilizados, passando a ser incorporados em pautas de discussões da agenda local.

Diário do Ribeira / Da Redação

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