19 de abril de 2024 - 19:20

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Seis em cada dez alunos brasileiros desejam estudar fora do Brasil, diz pesquisa

Seis em cada dez alunos brasileiros desejam estudar fora do Brasil, segundo pesquisa da Business Marketing International (BMI) do ano passado. O levantamento aponta que cursos de idiomas de curta duração e profissionalizantes de longa duração estão entre os mais procurados. A principal motivação é o desenvolvimento da carreira, seguido de qualidade da educação, conhecimento e independência, conforme o estudo Emerging Futures do IDP Education. Os destinos preferidos são Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Reino Unido e Austrália. Mas outros países têm despertado cada vez mais o interesse dos alunos, como África do Sul e Portugal.

O Brasil é o oitavo país que mais envia alunos para os Estados Unidos, de diferentes faixas etárias e estilos de intercâmbio, segundo o relatório Open Doors Report on International Educational Exchange, sobre Intercâmbio Educacional Internacional. A pesquisa mostra que 14.897 brasileiros viajaram para estudar nos EUA entre 2021 e 2022, alta de 6,4% em relação ao levantamento anterior. Na pré-pandemia, de 2019 a 2020, mais de 16 mil alunos viajaram para o país com o objetivo de estudar.

Ao mesmo tempo em que viajar para o exterior é o sonho de consumo da maioria dos estudantes brasileiros para ampliar oportunidades, a família parece estar pouco engajada nas conquistas escolares de seus jovens. Dados divulgados pelo Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (PISA), estudo internacional que avalia estudantes de 15 anos em cerca de 70 países, no Brasil apenas 50,2% deles dizem que os pais se interessam pelas suas atividades escolares.

Para juntar as duas pontas desse novelo e criar um forte laço, a escola Lourenço Castanho criou o Family Ties, viagens culturais e de lazer para avós e netos, que pode incluir todos os membros da família e amigos. O projeto busca fortalecer o aprendizado, o desenvolvimento cultural e as relações familiares. “A Lourenço Castanho sempre valorizou a cultura e as relações familiares como elementos base para a formação do ser humano”, comenta o diretor pedagógico da escola, Edson D’Addio Silva.

O diretor lembra que a Lourenço Castanho é uma World School. “Por isso sabemos que conhecer o mundo e ampliar o repertório cultural é fundamental para o desenvolvimento do indivíduo e favorece um olhar global, crítico, consciente e social”, explica. O projeto foi desenvolvido para atender estudantes do 6º ano à 3ª série do Ensino Médio. “Consideramos fundamentais as oportunidades de vivências que levam à ampliação cultural e o uso de línguas estrangeiras”, acrescenta Silva.

A diferença entre a Family Ties e uma viagem comum é que ela prioriza as relações familiares, principalmente entre avós e netos. “Por meio de diversas experiências culturais, mescladas com divertidos momentos de lazer, a Family Ties promove o estreitamento dos laços e amplia o conhecimento de mundo”, afirma Silva. Segundo ele, ir a um museu ou assistir a um espetáculo com os avós, e poder conversar sobre isso, é um momento rico de conhecimento, com infinitas possibilidades de trocas e crescimento.

“Olhar um quadro e conversar sobre ele é aprendizado. Imagine dividir isso com seus avós, com uma geração entre os interlocutores? Quantos aprendizados e descobertas podem ser feitos a partir desse encontro?”, aponta o diretor. O Family Ties surgiu no final do ano passado e foi implantado este ano. O roteiro da viagem é montado especialmente para a Lourenço Castanho em parceria com o departamento concierge de uma renomada empresa de São Paulo, que oferece todo o acompanhamento. A programação inclui visitas a museus, espetáculos e passeios pela cidade.

Além da Family Ties, a Lourenço Castanho também oferece outras duas viagens culturais com média de sete dias de duração, fora do período de férias, para o Space Camp e o Vale do Silício. Também são promovidos programas de intercâmbio, alguns deles especialmente criados para seus alunos. Os intercâmbios acontecem nas férias, têm em média 15 dias e são voltados principalmente para o aprendizado de línguas.

A definição dos destinos leva em conta vários fatores como diversidade cultural, países, objetivos culturais e pedagógicos, facilidade de acesso, segurança, valores e outros. “Cada viagem é diferente da outra e qualquer aluno pode se inscrever”, afirma Silva. Entre os destinos já definidos para as viagens culturais estão Nova York, Silicon Valley, núcleo da tecnologia mundial, e Space Camp no Alabama, exploração espacial recheada de conhecimento e aventura.

Os intercâmbios de férias são pensados para atender as diferentes expectativas e os alunos podem escolher entre escolas na Suíça, programas de Georgetown, UCLA, Cambridge e Universidade de Salamanca.

Diário do Ribeira / Gazeta SP

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