29 de junho de 2022 - 10:33

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Polícia Civil de SP pede prisão preventiva de agressor de procuradora de Registro

A Polícia Civil de São Paulo pediu a prisão preventiva de Demétrius Oliveira Macedo, o procurador que espancou a procuradora-geral Gabriela Samadello Monteiro de Barros na cidade de Registro.

Em nota, a corporação diz que o delegado Daniel Vaz Rocha, do 1º Distrito Policial (DP) do município, representou pela prisão do acusado na 1ª Vara Criminal da cidade.

A corporação acrescenta que, de acordo com o despacho do delegado, o acusado “vem tendo sérios problemas de relacionamento com mulheres no ambiente de trabalho, sendo que, em liberdade, expõe a perigo a vida delas, e consequentemente, a ordem pública”.

Nesta mesma quarta-feira (22), conforme divulgado no Diário Oficial do Município, Demétrius foi afastado do cargo por 30 dias e teve o salário suspenso.

A prefeitura de Registro informou que a medida faz parte do processo administrativo que deve resultar na exoneração de Demétrius. “É necessário seguir essa etapa e os trâmites legais para que a decisão seja tomada de maneira consistente”, esclareceu a administração municipal.

O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia fez questão de cobrar um desfecho justo acerca do caso e de tantos outros registrados dia a dia, hora a hora, minuto a minuto. “A agressão do procurador de Registro a uma colega não ficará impune. Que a Justiça faça a sua parte e puna todo e qualquer covarde que agrida uma mulher.”
Ainda nesta tarde, houve o registro de uma manifestação de mulheres em frente à Delegacia de Polícia do município, clamando por justiça. Assista:

 

Desenvolvimento do caso em Registro

A agressão teria sido motivada pela abertura de um processo administrativo contra o procurador por conta de sua postura no ambiente de trabalho. Demétrius chegou a ser conduzido ao 1º Distrito Policial (DP) de Registro, mas foi liberado após a conclusão de um boletim de ocorrência (BO). Na ocasião, o delegado responsável pelo caso, Fernando Carvalho Gregório, considerou não haver flagrante.

Demétrius Oliveira Macedo disse à polícia civil que sofria assédio moral no local de trabalho. “Ele admitiu que agrediu a vítima e alegou que assim o fez por sofrer assédio moral”, afirmou o delegado em entrevista à TV Tribuna, afiliada à Rede Globo.

“Eu entendi que não havia uma situação de flagrante, e sim um fato criminoso. É claro que deveria ser devidamente apurado. Por isso, fizemos o registro da ocorrência e tomamos todas as diligências cabíveis na ocasião”, explicou Gregório.

O delegado também esclareceu que o fato é analisado pelo Ministério Público (MP) e Poder Judiciário (PJ). “Ao final de todos os trabalhos, teremos uma conclusão das investigações num processo, e uma eventual condenação”, ressaltou a autoridade policial, que acrescentou não ser possível antecipar um resultado sem que tenham sido realizadas as devidas investigações.

Justiça

Gabriela afirmou que temia uma revolta de Macedo contra ela. “Eu tinha medo, sim. Tinha medo de que fosse acontecer isso, mas não imaginava que fosse ser uma violência física, achava que fosse um ‘bate boca’, uma discussão”.

A procuradora afirmou que se sentiu desrespeitada diante das agressões. “Foi exposta a minha dignidade. Como mulher, fui desrespeitada, assim como servidora pública. Enfim, foi um desrespeito global da minha personalidade como mulher”, desabafou.

Agora, Gabriela deseja que Demétrius seja processado em decorrência das agressões e ofensas contra ela.

*Com informações do G1

 

Diário do Ribeira

 

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