4 de julho de 2022 - 12:26

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Investigação de canal britânico mostra evidências de corrupção de Roman Abramovich, dono do Chelsea

A emissora britânica “BBC” exibiu na noite de segunda-feira (14), no programa Panorama, uma grande investigação sobre as origens da fortuna do dono do Chelsea, Roman Abramovich. De acordo com a reportagem, foram descobertas novas evidências de acordos corruptos por parte do empresário russo.

Abramovich construiu uma fortuna bilionária após comprar uma companhia de óleo chamada Sibneft, ex-estatal, em meados do anos 1990, por cerca de US$ 250 milhões na época. A compra teria ocorrido em um leilão fraudulento. Em 2005, ele vendeu a companhia por US$ 13 bilhões.

De acordo com a BBC, Roman Abramovich admitiu à Justiça britânica que fez pagamentos corruptos para poder comprar a Sibneft. Isso aconteceu após ser alvo de uma ação de Boris Berezovsky, antigo sócio, em 2012. Abramovich ganhou a disputa, mas contou como deu US$ 10 milhões para Berezovsky subornar um oficial do governo russo.

O véiculo obteve acesso a um documento que se acredita ter sido contrabandeado da Rússia, e que era guardado por agências policiais do País. A emissora britânica não conseguiu verificar a veracidade disso, mas outras fontes confirmaram detalhes presentes no registro.

O documento afirma que o governo da Rússia foi enganado em US$ 2,7 bilhões no acordo com a Sibneft, que deu origem à fortuna do dono do Chelsea. O arquivo também revela que as autoridades russas queriam acusar Abramovich de fraude.

O procurador-geral da Rússia na época, Yuri Skuratov, que investigou a negociação, confirmou à BBC detalhes da venda da companhia de óleo, alegando que foi “um esquema fraudulento”, em que aqueles envolvidos na privatização da empresa se aliaram a Abramovich e Berezovsky para ludibriar o governo e pagar bem menos do que a Sibneft valia.

O documento sugere que o bilionário foi protegido pelo antigo presidente da Rússia, Boris Yeltsin. A investigação foi paralisada e os arquivos levados para o Kremlin, sede do Poder Executivo.

Roman Abramovich foi um dos bilionários russos sancionados pelo governo do Reino Unido na semana passada, por conta das ligações com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Seus investimentos foram congelados e ele foi desqualificado do posto de diretor do Chelsea.

Os advogados de Abramovich dizem que não há base para afirmar que ele acumulou uma riqueza por meio da criminalidade. Também negam as suspeitas de corrupção ou ele ter sido protegido por Yeltsin.

O governo britânico declarou, nesta segunda-feira (14), que as atitudes da torcida do Chelsea em apoio a Roman, dono do clube, são “inadequadas”. Boris Johnson, primeiro ministro do Reino Unido, reprovou os cantos durante a homenagem à Ucrânia que citam o nome do bilionário russo.

Diário do Ribeira / Gazeta SP

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