25 de fevereiro de 2024 - 18:26

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Suposto órgão gigante surge em praia de Ilha Comprida e deixa moradores e especialistas perplexos

A praia de Ilha Comprida tem reservado algumas surpresas ultimamente, com a aparição de ‘monstros marinhos’, cobras peçonhentas e, agora, foi a vez de algo semelhante ao órgão de um animal marinho encostar nas areias do Balneário Adriana.

De acordo com registros fotográficos feitos por moradores neste fim de semana, o objeto não identificado mede aproximadamente 2,5 metros.
Alguns deles deram seus relatos, informando nunca terem visto nada parecido antes.

Em um primeiro momento, o advogado aposentado Luiz Roberto de Oliveira Fortes, de 73 anos, imaginou se tratar de um pulmão de um animal marinho. “Ele tinha a cor de pulmão. Pensei em um primeiro momento que fosse fígado, mas era comprido para ser.

Costumo achar animais inteiros, mas esse não. Era uma parte e não era externa do animal, uma parte interna de um bicho que foi aberto, provavelmente para aproveitamento da carne”, contou.

Segundo o aposentado, ao retornar ao local no dia seguinte, não encontrou mais o objeto. “Não encontrei mais nenhuma marca da presença do órgão do animal”.

O que dizem os especialistas

“De longe lembra um fígado de tubarão, mas é pouco provável, pois ele se degrada muito rápido. Uma outra possibilidade seria um pulmão de algum cetáceo, mas por foto é só especulação, seria necessário ver de perto ou ter mais informações”, disse o biólogo Paulo Santos, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Já o biólogo Eric Comin acredita que a aparência do material lembra um fígado por causa do formato da dobra mais achatada. “Da anatomia dos fígados de baleia, eu achei bem diferente e pelo tamanho pode ser de algum peixe, um tubarão-baleia”.

Para ele, há grande possibilidade de realmente ser um fígado, pelo fato de ser um órgão com grande quantidade de gordura e que por isso flutua com o mar. “Se fosse alguma coisa de baleia com certeza algum bicho teria comido porque a questão do óleo da baleia chama muito atenção. Pode ser que algum barco de pesca tenha limpado um tubarão grande e nessa tenham jogado o fígado na água e ele foi para próximo da praia”.

Apurações realizadas nesta segunda-feira (14), não identificaram o paradeiro do suposto órgão.

Os biólogos orientam à população para que acionem instituições e entidades especializadas para que possam fazer o recolhimento desse tipo de achado, uma vez que eles podem contribuir para o estudo de espécies e, obviamente, levar às suas identificações.

*Com informações do G1/ Foto: Luiz Fortes

 

Diário do Ribeira

 

 

 

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