29 de maio de 2022 - 05:16

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Cabeça de homem é encontrada em praça do Tatuapé com bilhete na boca

Policiais militares  encontraram no começo da noite deste domingo (16) a cabeça de um homem ainda não identificado em uma praça na região do Tatuapé, zona leste de São Paulo. De acordo com os registros oficiais, dentro da boca da vítima havia um bilhete ligando a morte à possível guerra interna do PCC.

“Esse pilantra foi cobrado em cima da covardia que ele fez em cima dos nossos irmãos ‘Anselmo’ e ‘Sem Sangue'”, diz o bilhete, conforme a polícia. A cabeça estava entre a guia da calçada e no pneu dianteiro de um veículo estacionado na via. Próximo do local, também foi encontrado um caso com dentadura dentro.

Os nomes citados no bilhete são de Anselmo Becheli Santa Fausta, 38, o Magrelo, e Antônio Corona Neto, 33, o Sem Sangue, assassinados em dezembro de 2021 a poucos metros da praça 20 de Janeiro, no Tatuapé, onde a cabeça foi encontrada neste domingo.

Conforme imagens de câmera de segurança da rua, um carro aproximou-se do veículo onde estavam Fausta e Corona Neto e, dentro dele, um atirador sacou uma pistola automática e efetuou cerca de dez disparos. Ambos morreram no local.

A polícia investiga a possível ligação de crime com o encontro de partes de um corpo em Suzano, na manhã deste domingo, dentro de sacos de lixo. Também junto às partes do corpo havia um bilhete com os mesmos dizerem sobre a morte de Anselmo e Sem Sangue.

“Esse pilantra foi cobrado em cima da covardia que ele fez em cima dos nossos irmãos ‘Anselmo’ e ‘Sem Sangue'”, diz o bilhete.

Além do bilhete, os policiais encontraram junto ao corpo uma reservista e um título de eleitor em nome de Noé Alves Schaun, homem com passagens pela polícia por crimes como homicídio e roubo.

A polícia investiga se a vítima é o dono do título de eleitor encontrado, e se as partes do corpo pertencem a mesma pessoa.

De acordo com o colunista do UOL Josmar Jozino, especialista em crime organizado, Magrelo era ligado a Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e a Fabiano Alves de Souza, o Paca, assassinados a tiros em fevereiro de 2018 na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará.

Ainda segundo ele, uma semana depois das mortes de Gegê e Paca, o PCC passou a enfrentar uma sangrenta guerra interna e a violência se espalhou principalmente pelas ruas do Tatuapé. As mortes dessas últimas semanas seriam, assim, desdobramento das mortes de 2018.

 

Diário do Ribeira / Gazeta SP

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