17 de maio de 2022 - 02:22

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Covid e Gripe H3N2 lotam as UPAS e forçam o fechamento de comércios da Região

A primeira notícia acerca da propagação da infecção por Covid-19, possivelmente cepa Ômicron e, ainda pelo subtipo de vírus do Tipo A da Influeza H3N2, veio do Marujá, comunidade caiçara da Ilha do Cardoso, em Cananéia. Lá a temporada de verão teve de ser interrompida devido a um surto viral onde a grande esmagadora parcela dos visitantes desenvolveram sintomas, sobretudo gripais, fato que acabou contaminando grande parte comunidade, levando inclusive ao fechamento de pousadas.

A mais recente notícia de Cananéia sobre o assunto, publicada nas redes sociais, informa que uma das principais pizzarias da cidade fechou por tempo indeterminado. Ainda há relatos de desistências de reservas em hotéis e pousadas na cidade, o que está assustando os empresários do setor.

Ainda em Cananéia, nesta semana, a prefeitura informou que no município existem 44 pessoas em quarentena, todas casos suspeitos de Covid-19.

Em toda a Região o número de atendimentos na saúde dobrou e em alguns locais triplicou, como é o caso da UPA de Miracatu, que atendia em torno de 120 pessoas e agora chega a atender 300. Em Ilha Comprida temos relatos extra-oficiais de que os atendimentos na Saúde tiveram aumentos extraordinários.

Em Iguape a situação não está diferente, depois de muitas aglomerações, promovidas pela administração municipal, durante as festas de final de ano, a saúde está batendo recorde de atendimentos. Quem precisa de atendimento médico precisa ter paciência e aguardar seu lugar nas filas que se que só tendem a aumentar.

A notícia boa em meio a este novo surto é de que a maioria dos acometidos recebeu pelo menos as duas doses da vacina.

Grande parte das vacinas disponíveis atualmente previne casos graves e óbito por Covid-19, desde que tomadas as duas doses e que haja tempo para o organismo desenvolver a imunidade necessária.

Como a vacina não previne a infecção, as pessoas podem ter Covid-19 e adoecerem mesmo vacinadas, porque não houve tempo hábil do organismo responder à vacinação. E, apesar dos estudos apontarem que os imunizados podem ter sintomas mais leves, os casos graves que aparecem entre eles, geralmente, estão relacionados com pacientes idosos, cujas doenças prévias são pioradas com a Covid-19, ou entre doentes crônicos com diabetes, problemas cardíacos ou pulmonares, que têm seus quadros agravados enquanto a vacina ainda não fez efeito.

As vacinas que temos atualmente no Brasil têm mostrado proteção contra as variantes que já surgiram, mas não se sabe a duração dessa proteção. Isso porque podem surgir variantes resistentes à imunidade que as vacinas vão gerar.

Como o vírus ainda está se disseminando sem controle em várias partes do mundo, podem surgir outras variantes que não terão cobertura das vacinas. O que a Ciência já sabe é que o vírus precisa parar de circular para as variantes pararem de surgir. É por isso que a recomendação de manter distanciamento social e o uso de máscara se mantém mesmo para quem já tomou as duas doses da vacina.

Diário do Ribeira / Da Redação 

 

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