23 de janeiro de 2022 - 16:03

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Animal que feriu menino na Ilha Comprida não foi tubarão, concluem especialistas

Após a realização de uma série de análises técnicas, a equipe do Projeto Elasmocategorias concluiu que o incidente que causou um ferimento na coxa esquerda de uma criança de 11 anos, na Ilha Comprida, não foi causado por nenhuma espécie de tubarão.

Após analisar vídeos, entrevistas e fotos do ferimento, a equipe chegou à conclusão de que o menino foi ferido por um cardume de raias ticonha (Rhinoptera bonasus e R. brasiliensis) muito comuns na região, ou outra espécie de peixe ósseo.

“A análise do ferimento também não foi compatível com ataque de cação. É possível que alguma outra espécie de peixe ósseo possa ter sido o responsável ou até mesmo um esbarrão dessas raias”, conclui a equipe do Elasmocategorias, projeto criado com auxílio do FUNBIO e do Instituto Humanize, que monitora a pesca de tubarões e raias de todo o litoral sul de São Paulo.

O biólogo Paulo Santos, coordenador do Elasmocategorias, explica que a região do Lagamar é rica em espécies de peixes, incluindo aquelas que são alimento para os tubarões: “Isso é um fator que ajuda a acreditar que não haveria motivos para um ataque”, analisa. A equipe também usou a experiência do monitoramento pesqueiro da região, feito em parceria com os pescadores, para chegar à conclusão.

“Os primeiros comentários sobre a possibilidade de serem raias vieram dos próprios pescadores”, explica Paulo. Segundo ele, os estudos técnicos iniciaram tão logo quando houve a notícia do incidente. “Realizamos um deslocamento até o corpo de bombeiros da Ilha, à Unidade de Saúde local e com a família do menino para obtermos informações extras e fotos do ferimento”, concluiu.

Junto com o coordenador, integram a equipe do Elasmocategorias , Kaliandra Klafke, Dr. Domingos Garrone Neto e Dr. Otto Gadig, da UNESP.

Diário do Ribeira

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