21 de setembro de 2021 - 02:25

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Amazônia tem 3º pior agosto de queimadas

A Amazônia brasileira registrou em agosto de 2021 mais de 28 mil focos de queimadas -o terceiro pior resultado para o período nos últimos 11 anos. Os números, disponibilizados nesta semana pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), só ficaram atrás dos registrados em 2019 e 2020, os dois primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Os incêndios no bioma costumam estar associados ao desmatamento. O fogo é usado para queimar a vegetação derrubada -e que foi deixada secando- e para limpar pastos.

Desde o final de junho um decreto presidencial veta o uso de queimadas para fins agrícolas e/ou em florestas no País.

O recorde de incêndios para agosto aconteceu há dois anos, quando foram mais de 30 mil focos de queimadas na região. Na ocasião, ocorreu o chamado “dia do fogo”, quando proprietários de terra combinaram incêndios simultâneos na região de Novo Progresso (no sul do Pará), segundo apontam as investigações sobre o caso.

A ação começou por volta do dia 10 daquele mês e acabou chamando a atenção internacional. Na época, tanto o presidente francês, Emmanuel Macron, quanto a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, se manifestaram publicamente sobre o tema e pediram providências para conter a destruição da floresta.

As queimadas do “dia do fogo” na Amazônia e em outros biomas (inclusive em países vizinhos) chegaram a escurecer até mesmo o céu da cidade de São Paulo -que fica a 2.000 km de Novo Progresso.

O segundo lugar no ranking dos incêndios na Amazônia de agosto do ranking pertence a 2020, com mais de 29 mil focos de queimadas no mês.

Dados recentes do MapBiomas Fogo (projeto criado por uma série de ONGs para monitorar o assunto) apontam que, nos últimos 36 anos, Amazônia e cerrado foram os biomas que mais queimaram no Brasil.

Ao todo, nesse período, quase 20% do território brasileiro foi atingido pelo fogo. Anualmente, os incêndios consomem 1,8% do território nacional, uma área do tamanho da Inglaterra.

Historicamente, as queimadas no país começam a ser feitas entre junho e julho e chegam ao auge em setembro -durante o período de seca, portanto.

Dados apontam que os incêndios registrados no país nesse período concentram-se em áreas de vegetação nativa e costumam ocorrer dentro de propriedades particulares. Assim, é possível determinar quem é o dono do terreno onde aconteceu a queimada.

Desde o início de seu governo, Bolsonaro vem sendo criticado por algumas de suas declarações sobre o tema, como quando ele minimizou o desmatamento ou quando defendeu de maneira reiterada a liberação de mineração em terras indígenas.

 

Diário do Ribeira/Gazeta SP

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