22 de setembro de 2021 - 12:24

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Enquanto Iguape avança em vacinação, Ilha Comprida atrasa e é investigada pelo MP

Em Iguape, segundo a prefeitura, 30 mil receberam a primeira dose de alguma vacina contra a covid-19 e cerca de 10 mil estão completamente imunizados.
A cidade acompanha o calendário estadual de vacinação e por aqui não houve atraso no envio de doses. O prefeito Wilson Almeida Lima diz que os mutirões organizados incentivaram o público a procurar a proteção.
E foi sem escolher a marca da vacina, com alegria e alívio que o Luís Carlos de 21 anos, foi ao posto de vacinar.
Só aguardando chegar o dia de receber a segunda dose, Alcides vê o imunizante como esperança.
Logo ali, a uma ponte de distância está a cidade de Ilha Comprida. O município ainda contabiliza moradores na faixa dos 30 anos que ainda não receberam sequer a primeira dose de um dos imunizastes disponíveis.
A prefeitura diz que há atraso no envio de doses por conta uma divergência entre o dado populacional do IBGE, que estaria desatualizado, e o E-SUS em que, segundo o município, tem o número real de moradores do balneário turístico. Essa diferença chega a quase 5 mil.
No entanto, um e-mail do governo do Estado à redação da ISTV desmente a justificativa da administração municipal.
De acordo com a secretaria estadual da Saúde, em junho, Ilha Comprida tinha até um saldo de 900 doses para continuidade da campanha e negou que cidade tenha recebido vacinas em quantidade insuficiente.
Em meio à tudo isso, a prefeitura é alvo de uma investigação pelo Ministério Público após uma servidora possivelmente furar a fila de vacinação.
Segundo a investigação, uma mulher de 51 anos que não atuava na linha de frente foi vacinada em janeiro.
Na época, em nota, a prefeitura justificou a imunização da funcionária porque ela trabalhava no “setor de agendamento de carros da saúde para transporte de moradores a hospitais de referência, mas voluntariamente passou a atender na Unidade de Referência e Apoio (URA), cobrindo férias”.
No entanto, ainda segundo o órgão estadual, a servidora atuou sem nenhuma regulamentação que amparasse eventual contratação, o que também é alvo de investigação.
A ação civil publicada pede a condenação do prefeito Geraldino Junior, da secretaria de saúde Vanessa Cristina Gimenes de Mello e da servidora vacinada por atos de improbidade administrativa, com a perda da função pública e o pagamento de uma indenização no valor de R$ 30 mil.
Enquanto isso, quem anseia e já deveria ter tomado, ao menos uma dose da vacina contra a covid-19 continua esperando. É o caso de César Augusto, de 23 anos, que trabalha como flanelinha no estacionamento do Boqueirão Norte.
Igor Vinícius, de 24 anos, também aguarda sua primeira dose e se vsente inseguro em trabalhar diretamente com o público.
Procurada, a prefeitura de Ilha Comprida não respondeu ao pedido de entrevista sobre o atraso na vacinação no município, nem enviou nota à ISTV sobre a investigação do Ministério Publico que aponta fura-fila.
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