29 de maio de 2022 - 06:38

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Ilha Comprida: Família diz que houve omissão e racismo em morte de Sofia

A família de Sofia Aparecida da Cruz diz que a prefeitura de Ilha Comprida não procurou ninguém até agora sobre o caso de um possível caso de erro médico e omissão de socorro no PS da cidade.

Sofia morreu no última dia 13 vítima de um AVC. No entanto, o médico de plantão teria confundido os sintomas da menina de 12 anos com os de uso de drogas.

A família diz houve negligência e racismo em uma noite que começou cheia de alegria numa festa de aniversário na casa de uma amiguinha.

No desespero Tamires, mãe de Sofia, correu até a delegacia para fazer o BO, mas Não conseguiu porque, segundo a família, o escrivão não estava no prédio. Enquanto isso, Sofia só piorava.

Mesmo diante do quadro grave no estado de saúde da criança, o médico em Ilha Comprida insistiu no diagnóstico de overdose, retardando o atendimento.

Sofia foi finalmente transferida para o hospital de Registro por volta da meia-noite, mais de quatro horas depois de dar entrada no Pronto Socorro da Ilha, segundo boletim de ocorrência feito pela família, dessa vez, contra o médico De Plantao por negligência.

Sofia chegou a passar por uma cirurgia de emergência, mas morreu três dias depois. O enterro da menina ocorreu no dia 15 de julho.

A prefeitura de Ilha Comprida apenas emitiu uma nota numa rede social lamentando o ocorrido e diz que abriu procedimento administrativo investigatório para apuração dos fatos. Segundo o município, esse relatório será encaminhado as estâncias competentes.
Procurada, a polícia covil de Ilha Comprida diz que foi aberto inquérito para apurar eventual omissão de socorro, mas segundo delegado do caso não há indícios de racismo, até o momento.

Mesmo bastante raro, o Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico em crianças pode acontecer.

De acordo com a neuropediatra, Cristine Aguiar, o AVC nessa faixa etária tem estatística muito baixa e geralmente acontece por fatores de má formação ao nascer.
Mesmo diante de toda dor, revolta e tristeza, a família de Sofia optou pela doação dos órgãos da menina. Um pequeno alento frente a uma perda tão precoce.

 

Por: Luiz Roberto Moura/ Diário do Ribeira

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