3 de agosto de 2021 - 13:59

HomeDESTAQUE DA HORAIlha Comprida: Jovem de 12 anos tem morte cerebral após médico relacionar...

Ilha Comprida: Jovem de 12 anos tem morte cerebral após médico relacionar seu caso à envolvimento com drogas e retardar diagnóstico preciso

A jovem Sofia Aparecida, de 12 anos, teve morte cerebral após chegar desmaiada ao Pronto Atendimento da Ilha Comprida e não receber tratamento adequado. Caso aconteceu na última semana.

A mãe da menina, a vendedora Tamires Aparecida da Cruz, de 33 anos, alegou que o médico teceu um infeliz comentário se referindo à situação, como sendo um caso de envolvimento com drogas. Entretanto, a causa de sua morte foi confirmada como Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Tamires recorda os fatos e relata que a jovem pediu para ir a uma festinha de uma amiga que morava próximo à sua residência. Sofia saiu às 19h e, às 19h55, o seu irmão recebeu uma ligação informando que a jovem havia desmaiado.

Ela foi levada ao Pronto Atendimento do município pelo marido de sua mãe, uma vez que esta se encontrava no trabalho.

Ao chegar ao local, a menina foi colocada no soro. Tamires chegou por volta das 20h40 e encontrou a filha ainda desmaiada recebendo o soro.

Ela perguntou à enfermeira se teria a possibilidade de realizar um exame na menina, já que ela nunca havia desmaiado. A enfermeira alegou que neste caso, seria necessário antes fazer um boletim de ocorrência.

Tamires segue relatando que durante o período em que estiveram na unidade de saúde, o médico chegou a mencionar que o caso de Sofia tinha relação com drogas. Mesmo assim, ela chegou a abrir um B.O, de forma a insistir na realização do exame.

A avó da menina que também estava no local chegou a implorar para que a neta fosse examinada. Foi aí que a enfermeira considerou o caso e chamou o médico. Em seguida, a família foi informada de que a menina teria de ser transferida para o hospital de Pariquera-Açu.

Na ambulância a mãe da menina questionou a enfermeira sobre o que havia mudado no estado de saúde de sua filha. Ela respondeu que o caso agora seria considerado como um quadro neurológico. Segundo Tamires, já haviam se passado 4 horas de espera.

Ao chegarem ao hospital, não havia vaga, com Sofia tendo de ser redirecionada para o Hospital Regional de Registro.

Ainda era noite de sábado e a tomografia, feita na unidade, acusou AVC.

Diante do diagnóstico, que nada tinha a ver com inebriação por meio de entorpecentes, na madrugada de domingo, Sofia foi submetida a uma cirurgia. O médico que a atendeu disse que, devido à demora e o balanço da ambulância, a situação de Sofia teria se agravado.

No momento em que o médico examinou a menina, ainda comentou que ‘só por um milagre daria para operar, uma vez que o cérebro estava com muito sangue e muito inchado.

A menina ficou internada até a terça-feira, dia 13 de julho, quando teve a morte cerebral decretada. A mãe autorizou a doação dos órgãos de Sofia.

Em nota, o Departamento Municipal de Saúde de Ilha Comprida alega acreditar não ter havido negligência, imperícia ou imprudência e em resposta aos questionamentos da família acerca do atendimento recebido pela jovem, o diretor clínico do PA, Gabriel Tessmann, informou que “todos os fatos, exames e detalhes do caso serão encaminhados às instâncias competentes, no devido tempo, para esclarecimentos que se fizerem necessários.”

 

Diário do Ribeira

Boteco do Véio II

ULTIMAS NOTÍCIAS

NOTÍCIAS RELACIONADAS