23 de janeiro de 2022 - 07:36

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Famílias reviram lixo para não passar fome na Ilha Comprida

Todos os dias homens, mulheres e até crianças reviram o lixo no chamado transbordo da cidade de Ilha Comprida atrás de algum material reciclável para vender. Essa tem sido a tarefa diária de muitas famílias em Ilha comprida para garantir o básico: a comida na mesa.

O ‘transbordo’ é usado pela prefeitura para depósito de todo o lixo recolhido do município para, uma vez por semana, ser encaminhado à aterros em outras cidades por uma empresa contratada.

Depois de o lixo despejado, o final do dia é, na verdade, o começo do trabalho para algumas famílias em extrema pobreza.

Sem nenhum item de proteção, e em contato direto com o lixo, esses moradores buscam algo que possa ter algum valor na esperança de garantir um prato de comida na mesa no final do dia.

Bem ali, ao lado, fica o espaço municipal destinado à reciclagem. O galpão em péssimo estado de conservação, com muitos pneus acumulados e água parada, está com as atividades interrompidas desde o início da pandemia.

A prefeitura não informou se havia algum programa de parceria com uma cooperativa ou se o trabalhado de separação era feito por servidores. Também não disse quando os trabalhos serão retomados.

Em junho, a Câmara Municipal aprovou um projeto de lei da prefeitura que oferece emprego e curso de qualificação a cem pessoas por R$ 400, numa jornada de quatro dias de trabalho e um de estudo.

A proposta gerou polêmica pelo baixo valor de auxílio e também pelo custo do programa de R$ 517 mil com uma folha de pagamento que é menos da metade disso. A prefeitura justifica o investimento em qualificação profissional e um seguro de vida aos trabalhadores no valor de R$ 10 mil.

A reportagem também procurou o Executivo para saber sobre o andamento do projeto e quantas pessoas já foram contratadas, mas também não obteve retorno.
Vale lembrar que a Câmara rejeitou em abril o PL 29/2020 do vereador Rogério Revitti (Cidadania) de um auxílio emergencial pago a 600 famílias de Ilha Comprida no valor de R$ 300.

 

Por: Luis Roberto Moura/ Diário do Ribeira

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