29 de fevereiro de 2024 - 02:03

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Eleições 2022: Lula e Bolsonaro têm empate técnico no estado de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera numericamente no estado de São Paulo as intenções de votos para as eleições presidenciais de 2022. Atual ocupante do cargo, Jair Bolsonaro (sem partido) está em segundo lugar a apenas dois pontos percentuais de distância do petista, o que configura empate técnico. Ele é seguido por Sergio Moro (sem partido), que fecha o pódio.

Todos os dados são do levantamento da Govnet/Opinião Pesquisa, realizado sob encomenda do Grupo Gazeta de S. Paulo entre os dias 21 e 26 de junho. Ao todo, 820 pessoas foram entrevistadas durante o período e a margem de erro está firmada em 3,4% para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Os números das intenções de voto estimulado, ou seja, quando a pessoa abordada recebe opções de nomes para indicar, apontam Lula à frente. O petista obteve preferência de 25,5% dos eleitores. Ele é seguido pelo atual presidente da República, Jair Bolsonaro, que busca a reeleição e alcançou 23,5% de entrevistas positivas. O levantamento tem seu “pódio” completado pelo ex-juiz Sérgio Moro, que lidera a popularmente chamada “terceira via”. Reconhecido por muitos como o rosto símbolo da Operação Lava Jato, o magistrado obteve a marca de 10,5% na pesquisa.

Em seguida, está o atual governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB). O tucano obteve a marca de 5,6% dentro do levantamento e jamais escondeu o desejo de concorrer à presidência da República.

Doria é seguido de perto por Ciro Gomes (PDT). O ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda durante o mandato de Itamar Franco chegou à marca de 5,2% de entrevistas positivas em um momento no qual trabalha pela articulação de alianças que possam ajudá-lo a fazer sua candidatura deslanchar. Em sexto lugar está José Luiz Datena (PSL). O apresentador de televisão obteve 4% da preferência dos entrevistados e bateu o martelo, recentemente, sobre sua filiação ao Partido Social Liberal com a intenção de concorrer nas eleições de 2022 para um cargo ainda desconhecido, embora se especule que ele mire o Palácio da Alvorada.

Ex-ministro da Saúde durante o início da gestão Jair Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta chegou a 3,9%. Fechando a lista, está Cabo Daciolo (sem partido), com 2,6%.

 

Ao todo, 9,9% das pessoas entrevistadas afirmam que preferem anular o voto a escolher um dos nomes indicados, enquanto 9,3% se mostraram indecisos.

Apoio de Lula ou Bolsonaro atrai com certeza menos de 20% dos votos dos paulistas

Apesar dos números expressivos na pesquisa, os eleitores de Lula e de Bolsonaro não se demonstraram tão empenhados às causas de ambos os candidatos no caso de indicações da dupla para a próxima disputa de governador de São Paulo.

Os pesquisadores questionaram as pessoas abordadas o que elas fariam caso Jair Bolsonaro apoiasse um candidato a governador de São Paulo na eleição de 2022. Mesmo com 23,5% de entrevistados em seu favor na pesquisa presidencial, apenas 11% afirmaram que votariam, com certeza, no nome indicado pelo atual presidente da República. Um total de 46% disseram que jamais votaria num candidato a governador indicado por ele. Enquanto isso, 41% disseram que o apoio de Jair seria indiferente para eles na hora de escolher o próximo governador. Um por cento não soube responder. O fator de elegibilidade de um candidato apoiado pelo atual presidente é de 3,23%.

Lula tem um cenário semelhante, mas ligeiramente mais positivo do que seu algoz na próxima corrida eleitoral. De acordo com a pesquisa, 19% disseram que votariam, sem sombra de dúvidas, em um candidato indicado pelo petista para o Governo de São Paulo. Já 45% admitiram que não votariam de maneira alguma em um nome indicado pelo ex-presidente e 35% responderam que o apoio de Lula seria indiferente nos votos para o governo estadual no próximo ano. Um total de 2% não soube responder. O fator de elegibilidade de um candidato que conte com apoio de Lula é de 3,69%.

Doria, por sua vez, obteve 13% da mostra em seu favor incondicional caso ele apontasse um sucessor para o Governo do Estado. Já 45% afirmaram que não votariam de jeito algum em um sucessor indicado por Doria e 40% explicaram que o apoio do peessedebista seria indiferente. Ao todo, 2% não souberam opinar. O fator de elegibilidade de um candidato apoiado pelo tucano seria de 3,38%.

 

Diário do Ribeira/Gazeta SP

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