20 de outubro de 2021 - 22:47

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Se ainda estivesse aberto, Playcenter completaria 50 anos

“Geração nutella não sabe o que é excursão de escola”; “o lugar mais feliz de São Paulo”; “esse parque deixou um vazio na cidade”.

Nem precisa voltar muito no tempo para encontrar uma lista infinita de mensagens nostálgicas de antigos frequentadores de um dos endereços mais lembrados da capital paulista.

Em uma época em que parques temáticos dos Estados Unidos eram uma realidade para poucos brasileiros, o Playcenter foi, por anos, sinônimo de entretenimento no país.

O parque começou a carreira em um terreno de 5 mil m² em frente ao Ginásio do Ibirapuera, em 1971. Com ingressos a 1 dólar por brinquedo, o Playcenter funcionava 24 horas por dia para atender à alta demanda de público e se orgulhava de abrigar a primeira montanha-russa de metal do Brasil.

Dois anos mais tarde seria reinaugurado “no meio da nada”, em uma área de 85 mil m², próxima à ponte do Limão, na Marginal Tietê.

Em quase 40 anos de existência, abrigou atrações de sucesso como o boneco King Kong, inaugurado pela própria protagonista do filme homônimo, Jessica Lange; a boneca EVA, em que o visitante fazia uma “viagem fantástica ao corpo humano”; e shows como o do palhaço Bozo que reuniu 30 mil pessoas.

Para os saudosistas, o grupo inaugurou em 2018 o Playcenter Family em um shopping da Zone Leste, considerado o primeiro parque de diversão indoor em São Paulo.

Ao longo de sua história, o parque estima ter recebido 60 milhões de visitantes, aproximadamente, de todo o Brasil e até de países vizinhos.

Um de seus eventos mais marcantes, sem dúvidas, foram as “Noites do Terror”, que ocorriam entre agosto e outubro e que deixam o parque com um tom sombrio e macabro.

Com um tema diferente a cada ano – desde Egito, Vampiros, Demônios, Final dos Tempos, Zumbis etc. -, o Playcenterera tematizado de acordo com o conceito escolhido e, por volta das 18h, dezenas de atores muito bem caracterizados se espalhavam pelas áreas, que contavam com trilhas sonoras sinistras e efeitos especiais de gelar a espinha. Os sustos e gritos dos visitantes estavam garantidos.

Para os mais corajosos o parque montava passagens, túneis e labirintos temáticos que eram acessados em grupos de 6 a 16 pessoas. Lá dentro, criaturas nada simpáticas se escondiam na escuridão para pegar os mais distraídos de surpresa. Se do lado de fora já haviam sustos, dentro dessas estruturas era pânico e correria.

O Playcenter faz falta. Muita falta.

 

 

 

Diário do Ribeira / Gazeta SP

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