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16 de junho de 2021 - 21:04

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Novo auxílio emergencial é menos de 15% da cesta paulistana

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Cerca de 45 milhões de pessoas devem receber a segunda rodada do auxílio emergencial. A ajuda tardia, porém, não é o suficiente para arcar com as despesas com alimentos e nem recupera as perdas de renda de boa parcela dos trabalhadores durante a pandemia.

Para se ter uma ideia, com os novos R$ 150, valor que deve ser pago para 20 milhões de beneficiários que compõe uma família com apenas uma pessoa, o montante só paga por 14,8% da cesta básica paulistana que, em março, segundo o Procon-SP, ficou em R$ 1.013,66.

No terceiro mês do ano, 25 dos 39 produtos pesquisados apresentaram alta nos preços, sendo que os maiores acréscimos foram no sabão em pó (10,73%), biscoito de maisena (9,32%), água sanitária (6,93%), ovos brancos (6,29%) e café em pó (6,17%).

Insuficiente
Além de não ser o suficiente para comprar uma cesta básica, os R$ 150 do auxílio emergencial também não compensam a perda de renda durante a pandemia de uma boa parte dos beneficiários. Em São Paulo, 12% dos que receberão o valor estarão nesta situação, quando se olham os números nacionais, o percentual sobe para 43%, revelam os dados de um estudo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP).

“Temos uma situação de pandemia muito ruim, com uma vacinação que avança lentamente. Neste cenário, o auxílio emergencial tem uma importância fundamental. Entretanto, para quem vai receber os R$ 150, este valor não é suficiente e isso acontece em diversos recortes, como por gênero e estados”, explica o professor Lauro Gonzalez, responsável pelo estudo.

Ainda segundo a pesquisa, mesmo para quem receberá o valor de R$ 250, cerca de 16 milhões de famílias brasileiras, não haverá compensação para uma parte dos beneficiários em todos os estados brasileiros.

“Para os valores de R$ 250 e R$ 375 há alguma compensação, mas depende da própria pandemia e do lugar, pois existe uma desigualdade regional muito grande no Brasil. No ano passado, por exemplo, os R$ 600 eram usados em bens essenciais, em alimentação, nas grandes cidades do Sul e Sudeste, enquanto em algumas cidades do interior do Nordeste ele propiciou até pequenas melhorias no domicílio”, completa Gonzalez.

Outras medidas
Na opinião de Gonzalez, com o auxílio emergencial sendo bem inferior ao valor pago em 2020, o poder público deveria investir em outras medidas para auxiliar a população, criando dispositivos para ajudar micro e pequenas empresas, por exemplo.

“Outras políticas que complementam o auxílio são necessárias, a principal delas é o acesso a crédito por parte de micro e pequenas empresas, sobretudo microempresas, que garantem uma parcela significativa de empregos no Brasil”, finaliza.

Auxílio em números
Em 2021, o auxílio emergencial será pago para cerca de 45 milhões de pessoas, sendo que as parcelas serão de R$ 150 (para famílias com uma pessoa), R$ 250 (para famílias com duas pessoas ou mais) e R$ 375 (para famílias chefiadas por mulheres), o valor total do pagamento ficará em torno de R$ 43 bilhões. Os números são inferiores aos registrados no ano passado, quando foram gastos R$ 293 bilhões e a ajuda chegou para 68 milhões de brasileiros.

O Ministério da Cidadania ainda não tem os dados por estado deste ano. Mas, na rodada anterior, segundo a Pasta, 12,9 milhões de paulistas foram beneficiados pela ajuda, sendo 5,7 milhões de homens e 7,2 milhões de mulheres. Na primeira rodada, o Estado recebeu R$ 55,4 bilhões.

 

Diário do Ribeira / Gazeta SP

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