18 de junho de 2021 - 06:25

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Ex-prefeito de Cajati tem bens bloqueados por tentativa de compra de votos contra sua cassação

O ex-prefeito de Cajati, Vavá Cordeiro (PSDB) teve os bens bloqueados pela Justiça por oferecer dinheiro e cargos a vereadores para que se posicionassem contra a sua cassação.

No dia 28 de agosto de 2020, durante sessão, foram sete votos a favor da cassação e dois contrários à medida. Na ocasião, o vice-prefeito Dirney de Pontes assumiu o comando da administração municipal.

De acordo com a denúncia, entre os meses de junho e julho de 2020, um de seus apoiadores procurou o vereador Sidnei Aparecido Ribeiro, lhe oferecendo uma quantia de R$ 80 mil, a pedido de Lucival, para que votasse contra a cassação, ou, no mínimo, se abstivesse do voto.

Também foi oferecida ao vereador Aparício Ferreira da Rosa a quantia de R$ 20 mil a R$ 30 mil e um cargo no Executivo e, ainda, houve diversas tentativas de corromper o vereador Ronaldo para que se abstivesse de votar na comissão, em troca de uma ‘recompensa’ em dinheiro. Inclusive, neste último caso, houve a incidência de um cheque no valor de R$ 100 mil, assinado por Lucival, dizendo que poderia dar um valor para o vereador.

Após a instauração da Comissão Especial de Inquérito (CEI), também foi oferecido a Ronaldo o cargo de diretor de Ação Social da Prefeitura de Cajati, além de uma quantia em dinheiro, desde que ele se abstivesse de votar ou votasse contra a cassação. O filho de Ronaldo também foi abordado para que convencesse o pai a aceitar a oferta.

Com análise das provas apresentadas, o Tribunal de Justiça entendeu que os funcionários e apoiadores de Vavá Cordeiro ofereceram vantagens indevidas a alguns vereadores, para que estes votassem contra a cassação ou se abstivessem de votar no processo de cassação do ex-prefeito.

O TJ pediu, em tutela de urgência, a indisponibilidade de bens no valor de até de R$ 2.231.141, para assegurar o pagamento da multa civil dos envolvidos.

Outros dois funcionários foram afastados dos cargos de motorista legislativo (Luiz Carlos de Carvalho da Fonseca) e diretor da Câmara (Hordene Mazzoline Filho) por envolvimento no esquema. Com a determinação, ambos ainda ficam proibidos de exercer qualquer cargo comissionado no âmbito da administração direta ou indireta.

Os envolvidos têm o prazo de 15 dias para se manifestarem da decisão.

Da denúncia à cassação

A partir de uma denúncia feita por um morador de Cajati, foi mencionado um caso que apontava irregularidades no pagamento do aluguel de um terreno que pertencia à esposa do ex-prefeito, Telma Cordeiro.

No terreno, funcionava um posto de combustíveis, e parte do contrato era pago conforme o consumo no estabelecimento. Ainda foi denunciado que veículos da prefeitura movidos à diesel eram abastecidos no posto.

Na época dos fatos, o ex-prefeito declarou que sofreu uma cassação política. De acordo com ele, não houve por parte da comissão processante a apuração de um crime, de enriquecimento ilícito ou de improbidade administrativa.

O caso levou à instauração de uma Comissão Especial de Inquérito na Câmara, que resultou na cassação de Vavá.

 

Diário do Ribeira

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