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13 de junho de 2021 - 21:42

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Escolas voltam a receber alunos na Capital; entidades protestam

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As escolas municipais da cidade de São Paulo retomaram as atividades presenciais nesta segunda-feira, no mesmo dia em que o Estado voltou à fase vermelha do Plano São Paulo. Entidades e profissionais ligados à educação protestaram contra a retorno às aulas, em um dos piores momentos da pandemia no País.

De acordo com a Secretaria Municipal da Educação, as quatro mil escolas municipais estão abertas independentemente de receber alunos. A presença é facultativa, e cabe aos pais decidirem se os estudantes vão voltar às unidades de ensino ou seguirão com o ensino a distância.

A gestão municipal informou que já vacinou 50.388 profissionais da área de educação, no primeiro dia da imunização contra a Covid-19, no sábado (10). Foram vacinados os profissionais que atuam nas escolas das redes públicas (municipal, estadual e federal) e privada, com idade a partir de 47 anos, que atuam em diversas funções.

As escolas particulares também estão autorizadas a retornarem às aulas, mas a decisão cabe a cada instituição de ensino. Na rede estadual, os estudantes retornam às escolas a partir de quarta-feira (14).

Protesto
Um grupo de profissionais da educação protestou com faixas e um caixão durante a manhã desta segunda em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, na região central da cidade, contra a volta das atividades presenciais. Uma faixa estendida no Viaduto do Chá chamava o prefeito Bruno Covas de “genocida”. Segundo os profissionais, que estão em greve há 63 dias, o retorno das atividades é extremamente perigoso neste momento.

“Milhares de trabalhadores da educação serão colocados em perigo com um retorno às aulas durante o momento mais crítico da pandemia como o que vivemos agora. Muitos já estão em perigo com a manutenção do trabalho presencial nas escolas no recesso”, diz nota do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), que representa a categoria.

Para o sindicato, a gestão Bruno Covas (PSDB) ignora orientação de especialistas em saúde pública sobre a necessidade da queda drástica de índices de contaminação, ocupação de leitos de UTI e enfermaria por pelo menos cinco semanas consecutivas para viabilizar um retorno gradual das aulas presenciais.

“Covas está desenvolvendo uma política de morte, irresponsável, ao mesmo tempo que não faz as medidas necessárias para o retorno seguro das aulas presenciais”, afirma a nota.

Sobre o protesto, a Secretaria Municipal de Educação disse que tem feito encontros com as entidades sindicais e que o retorno das aulas presenciais tem o aval das autoridades de saúde e segue todos os protocolos. A prefeitura diz ter investido R$ 274 milhões na reforma de 552 escolas.

Em nota, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) informou que não irá permitir o retorno das atividades presenciais na rede estadual de ensino. A entidade afirma que tem uma decisão judicial favorável a manter o ensino somente a distância neste momento.

“A sentença judicial é explícita e está em pleno vigor: não pode haver aulas e atividades presenciais em escolas estaduais, municipais e privadas nas fases vermelha e laranja e enquanto não houver a vacinação de todos os profissionais da educação”, afirma a entidade, também em nota.

 

Diário do Ribeira/Gazeta SP

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