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Santos: 26 mil munícipes são reféns de incêndios

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Os núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) em várias comunidades da Zona Noroeste estão desativados desde 2015. O treinamento, realizado pela Defesa Civil, não evitaria, mas poderia minimizar os estragos gerados nos quatro incêndios de grandes proporções que ocorreram na Vila Gilda – maior favela de palafitas da América Latina – formada pelos núcleos São Manoel, Mangue Seco, Butantã, Vila Telma e caminhos São José, São Sebastião e Divisa.

A constatação acima é de quem vive na região onde moram 26 mil pessoas, o líder comunitário Givanildo Batista. Ele acredita que se não fosse a interrupção de treinamento de combate a incêndio, muitas pessoas não perderiam a única moradia, mesmo sendo subnormal, construída sobre o mangue e em terreno alagadiço e de solo instável.

À Reportagem, Batista fez questão de enfatizar que na mesma cidade que se orgulha em ter o maior Jardim de Orla do Mundo, só 17% das casas da Vila Gilda têm água encanada e o esgoto é jogado diretamente na maré. Os Nudecs eram grupos formados na própria comunidade com o papel preventivo de orientar a população, fazer os primeiros combates e acionar os bombeiros. Santos chegou a ter 11 núcleos em atividade. Agora, só palestra em escola.

“Uma realidade trágica que a maioria dos santistas desconhece. Precisamos reativar os Nudecs e implantar onde não há. Não adianta fazer só palestras em escolas porque as pessoas não vão. É necessário treinar os moradores para prevenir acidentes e para que saibam como agir nesses momentos. Além dos treinamentos, em cada núcleo deveria ter equipamentos de combate a princípio de incêndios, pois cada segundo conta para que não tome grandes proporções”, explica Batista.

Segundo Givanildo Batista, o material utilizado na construção de palafitas é de alta combustão – madeira, plástico, lona e outros. Além disso, as ligações clandestinas também aumentam os riscos e causam acidentes. Para ele, as áreas de palafitas são extremamente vulneráveis e reféns de incêndios. “Por isso a importância dos Nudecs. A Administração deveria manter o treinamento e providenciar material para combate a princípio de incêndio para dar tempo do bombeiro chegar, evitando as tragédias. É pedir muito, isso?”, questiona, alertando que os núcleos são de difícil acesso para os bombeiros.

RELEMBRE

Em 2 de Janeiro de 2017, um incêndio atingiu as moradias do Caminho São José, deixando 318 famílias desabrigadas. A Defesa Civil afirmou que cerca de 200 moradias foram atingidas, no que já é considerado o maior incêndio em palafitas de Santos.

Em 5 de janeiro de 2018, outro incêndio atingiu as palafitas do Caminho São Sebastião. O incêndio foi controlado em torno das 17h30. Doze viaturas do Corpo de Bombeiros foram para o local, três vítimas foram confirmadas e atendidas no Pronto-Socorro da Zona Noroeste. Vinte casas foram atingidas pelo fogo.

Já em 11 de agosto de 2019, um novo incêndio destruiu mais de 10 moradias na comunidade do Mangue Seco. As chamas se iniciaram após um curto-circuito em uma fiação elétrica. O fogo começou por volta das 3 horas em uma das moradias, e logo se alastrou. Os moradores acionaram o Corpo de Bombeiros e 15 casas foram atingidas.

Por fim, em 20 de abril de 2020, cerca de 75 barracos pegaram fogo ou foram danificados por incêndio no Caminho da Divisa, destruindo o pouco que tinham as famílias desabrigadas, que engrossaram as estatísticas de incêndios em favelas santistas.

PREFEITURA

A Defesa Civil garante que não parou, mas ratificou que somente usa escolas. “Em 2019, foram realizados em junho na UME Doutor José Carlos de Azevedo Junior, no São Manoel, e em setembro, na UME Leonardo Nunes, no Jardim Castelo”, explica.

A Defesa ainda diz que, por conta da pandemia, houve uma pausa nos cursos, mas os interessados em frequentar os próximos módulos do curso podem procurá-la.

Por: Carlos Ratton

 

Diário do Ribeira/Gazeta SP

 

 

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