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  • 8 de maio de 2021
  • 04:18

Deltan Dallagnol deixa comando da força-tarefa da Lava Jato

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O procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, vai deixar a força-tarefa. A informação foi comunicada pelo Ministério Público Federal nesta terça-feira ( 1º). A saída de Dallagnol seria por questões de saúde familiar.

Em vídeo publicado em seu perfil no Twitter, Dellagnol confirma o seu desligamento e explica o motivo de estar deixando o comando da Lava Jato em Curitiba. Segundo ele, sua filha de um ano e dez meses está passando por uma série de exames e acompanhamentos, devendo começar uma série de terapias e tratamento.

Na gravação, Deltan afirma que a operação ‘vai continuar firme, tem muito a fazer e precisa de suporte’. Além disso, diz que sua saída não se trata de uma despedida e que ‘vai continuar a lutar contra a corrupção como procurador e como cidadão’. Veja o vídeo abaixo.

 

 

O procurador da República no Paraná Alessandro José Fernandes de Oliveira deve assumir as funções de Deltan Dallganol, de acordo com o MPF. Oliveira já atua na operação, no grupo mantido na Procuradoria – Geral da República (PGR) em Brasília.

Nos últimos meses, Deltan enfrentava desgaste e se tornou alvo de ações internas no órgão, além de embate com o procurador-geral da República, Augusto Aras. Deltan aguardava processos que poderiam afastá-lo da Lava Jato.

No mês passado, o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu o julgamento de Deltan no CNMP (Conselho Nacional de Justiça). Semanas depois, porém, a AGU (Advocacia Geral da União) entrou com recurso no STF (Supremo Tribunal Federal) para que a corte reveja a decisão.

Celson de Mello havia concordado com a alegação do procurador de que seu direito de defesa foi cerceado, bem como seu direito à liberdade de expressão e crítica. Deltan afirmava que houve “diversos episódios de violação à ampla defesa” por parte do CNMP.

O acórdão de instauração de procedimento administrativo contra ele teria sido publicado de forma incompleta, houve atropelo ao se marcar o julgamento antes de “finda a instrução, colhido o interrogatório e apresentadas as alegações finais”, além de indeferidas providências por ele considerada críticas.

Deltan seria julgado em processos movidos pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Katia Abreu, que o acusavam de parcialidade na condução da Operação Lava Jato, além de tentativas de interferência no processo político brasileiro. Outro processo no entanto, movido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi arquivado.

 

Diário do Ribeira / Gazeta SP

Foto: Eduardo Anizelli

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