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Falso médico: CPI aprova requerimento e documentos do Irmã Dulce serão investigados

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Deputados aprovaram pedido feito por parlamentar integrante da comissão e documentos deverão passar por ‘pente fino’

A descoberta de um profissional que se passava por médico e que realizava atendimentos no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, gerou mais um desenrolar durante esta quinta-feira (30). Integrantes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Quarteirizações aprovaram um requerimento para que os documentos que tratam das contratações por parte da unidade de saúde sejam apresentados às autoridades para que seja feita uma análise minuciosa dos documentos.

O caso do falso médico, que se passava pelo médico colombiano Henry Cantor Bernal, foi reportado pelo Diário do Litoral pela primeira vez no dia 1º de junho, quando ele foi preso durante uma ação policial realizada no próprio Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, no dia 31 de maio.

Ele trabalhava no Irmã Dulce como funcionário da uma empresa médica que presta serviços ao hospital há pelo menos seis meses. Segundo a Polícia Militar, ‘erros crassos’ que chegaram ao conhecimento das autoridades, que realizaram uma pesquisa na internet sobre o verdadeiro médico colombiano, inclusive com fotos, e descobriu-se que não se tratava do homem que estava atuando em Praia Grande.

Documentos do Irmã Dulce terão que passar por pente fino de CPI
Segundo o deputado Wellington Moura (Republicanos), o requerimento aprovado nesta quinta-feira demanda a entrega de documentos referentes a contratos de médicos no Hospital Irmã Dulce no período em que o Dr. Ronaldo Ramos Laranjeira, diretor presidente da Associação Paulista Para o Desenvolvimento de Medicina (SPDM), esteve à frente da gestão do Complexo Hospitalar Irmã Dulce, em Praia Grande. Ele terá 30 dias para levar as informações até a CPI. Caso o requerimento seja ignorado, os deputados podem pedir uma ‘busca e apreensão’ de todos os documentos com o auxílio da Polícia Civil.

“A nossa CPI investigará todos os contratos que foram firmados com empresas ‘quarteirizadas’ tanto na saúde quanto nas outras secretarias e diante da ocorrência do falso médico preso e que atuava no Hospital Irmã Dulce. Ele trabalhava através de um contrato com uma empresa médica que contratou de forma irregular este falso médico”, afirma o parlamentar.

O deputado ainda não tem informação de qual seria o nome desta empresa que fez a ‘ponte’ entre o suspeito, que foi preso, e o Hospital Irmã Dulce, mas afirma que assim que os documentos foram entregues esta dúvida será sanada. Apesar disso, ele afirma que a contratação, mesmo que de um médico formado e registrado de forma legal não deveria ter sido feita desta maneira.

“Mesmo que ele fosse, de fato, um médico, a SPDM não poderia ter contratado uma empresa médica para ‘quarteirizar’ o serviço, cometendo, assim, uma segunda irregularidade. Ele tinha que ser contratado pela própria SPDM. Diante isso eu apresentei um requerimento à CPI e ele foi aprovado por todos os deputados hoje, então, agora, o Dr. Ronaldo Ramos terá que apresentar à CPI todos os contratos quarteirizados, todos os aditivos, que foram feitos durante sua gestão junto ao Complexo Irmã Dulce, em Praia Grande”, diz.

O parlamentar afirma que apesar da questão do falso médico ter sido o chamariz que levou a atenção dos deputados a se voltar para Praia Grande, ele explica tanto ele, quanto os outros parlamentares, começaram a questionar se possam existir outros tipos de irregularidades, ou, até mesmo, outros falsos médicos atuando no Irmã Dulce atualmente.

“No momento em que se acha um, pode se achar outros, então estamos pedindo os contratos para saber quem são os médicos que estão relacionados aos contratos e assim também, depois, na CPI, chamaremos o Cremesp, conselho regional de medicina, para que traga informações não só deste caso, mas também de outros”, conclui.

O Diário do Litoral entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Praia Grande, mas ainda não recebeu um retorno da instituição sobre como deverá ser feita a entrega dos documentos em questão.

 

Diário do Ribeira

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